28 de julho de 2014

Curta-metragem: “A rather lovely thing”


Desolado por ter perdido sua namorada, o personagem deste curta decide juntar-se a ela no paraíso. A bordo de um veículo inusitado, a viagem toma um rumo diferente do que ele esperava...

Com um visual que mescla o moderno e o retrô – além de uma combinação de cores que eu adoro – A rather lovely thing foi concebido pelo designer e ilustrador mexicano Cesar Martinez, conhecido como El Diablo.

A atmosfera melancólica fica completa com a trilha sonora, perfeita para a historinha. Enfim, este curta-metragem me conquistou, e acredito que também irá conquistá-los...


http://vimeo.com/95844798
Título: A rather lovely thing
Direção: Cesar Martinez (El Diablo)

25 de julho de 2014

Tag: Livros que eu quero reler


Criei essa tag porque frequentemente me pego pensando em alguns livros especiais que tenho vontade de reler.

Não sou uma pessoa que tem por hábito ler um livro mais de uma vez; no entanto, como imagino que também acontece com vocês, alguns livros especiais e que me marcaram foram lidos há tanto tempo que detalhes cruciais me fogem à memória. Há, ainda, aqueles livros que a gente leu quando era criança/adolescente, e que relê-los hoje traria novas nuanças, sutilezas que talvez tenham passado despercebidas na primeira leitura.

Enfim, é uma tag bem simples. Espero que vocês curtam o vídeo e lanço aqui o convite para responderem a tagnão se esqueçam de compartilhar comigo as respostas e de dizer que viram a tag aqui no Livro Lab!


http://youtu.be/pX0epVnRlIw

POST RELACIONADO:
Review: O Diário de Anne Frank


Em tempo: antes de gravar a tag, procurei na web se algum blog já tinha feito algo muito parecido, com perguntas desse tipo. Como não achei, me dei a liberdade de criar a tag. Se por acaso algum outro blog já tiver criado uma tag com os mesmos tópicos, por favor, me avisem para que eu dê o devido crédito.

23 de julho de 2014

O Monge Negro [Anton Tchekhov]


Até que ponto a loucura – parte intrínseca da genialidade, muitos dirão – é algo ruim? Seria ela de todo negativa?

Em O Monge Negro, de Tchekhov, o intelectual Kovrin sofre de “um esgotamento que lhe arruinou os nervos” e, aconselhado por um médico, vai passar uma temporada no campo, na casa de seu antigo tutor e segundo pai, Iegor Semionovitch, e sua filha, a franzina e pálida Tânia Pessotski, com quem acaba se casando.

Em um dado momento, Kovrin tem uma estranha visão, bastante real, de um monge negro capaz de transcender o espaço e o tempo. Essas visões passam a acontecer com cada vez mais frequência; inclusive, recebe a visita do monge para longas conversas nas noites insones. Não tarda para que a esposa e o sogro o alertem: essas visões indicam que ele só pode estar doente.

Cedendo à pressão dos seus, Kovrin se esforça para colocar corpo e espírito nos eixos, nos padrões tidos como normais; assim, não mais vê o monge negro, mas com isso perde o vigor e a genialidade de outrora. Genialidade esta que também era reconhecida por seu colega encapuzado – o monge não cessava de repetir-lhe como era brilhante. Sem as visões, Kovrin aproxima-se da mediocridade, do rebanho formado por todos aqueles saudáveis e normais, e vulgares.

Se a loucura é o que faz de Kovrin um gênio, dono de ideias e visões que o diferenciam do restante dos mortais, é essa mesma loucura o que o castiga, distanciando-o de seus seres queridos, atormentando-o.

Contudo, a “vida normal”, como mais uma ovelha do rebanho, ainda vale a pena? Não era mais feliz, afinal, com a presença do monge negro, com as conversas e trocas, com a reafirmação de sua genialidade e inteligência?

É de maneira surpreendentemente concisa e objetiva que nos é revelado o conflito evidente que assola o protagonista. Sem floreios desnecessários nem excesso de explicações, a narrativa é econômica nas descrições. Mas nem por isso a trama perde em complexidade. A figura do “gênio louco” – atormentado justamente pelo que o torna grandioso – está lá. E perturba o leitor, deixando-o inquieto, a também questionar os atos e a direção tomada pelo protagonista.

Não nos enganemos perante a ausência de qualquer "análise profunda completamente mastigada": a matéria está toda ali, implícita e clara ao mesmo tempo, para que a modelemos em reflexões à medida que evolui a trama. Quanto aos personagens, estes não pedem julgamento. Compreendê-los, porém, não é tarefa árdua, ainda que não concordemos com a totalidade de suas ações.

Leitura acessível, agradável e bastante fluida, O Monge Negro atrai pela simplicidade com que apresenta um tema não tão simples assim – a oposição entre o senso-comum e a genialidade; o fardo que pode representar o conhecimento elevado; o que é a loucura? – e pela maneira como se desenrola a trama até alcançar seu derradeiro desfecho. Aliás, se podemos dizer que os finais trágico-felizes realmente existem, então é certo que Tchekhov nos brinda com um belo exemplar deles aqui.

O Monge Negro faz parte da Coleção Novelas Imortais, organizada e apresentada por Fernando Sabino. Além das capas bonitinhas (tinha que falar!), é uma boa maneira de ser apresentado a diversos grandes autores através de narrativas mais curtas.

LEIA PORQUE...
A aparente simplicidade da trama guarda significados profundos. Cabe ao leitor descortiná-los, tendo por motivação um protagonista dos mais instigantes.

DA EXPERIÊNCIA...
De leitura rápida, considerei O Monge Negro uma maneira acertada de começar a conhecer a obra de Tchekhov. Abriu o apetite para mais...

FEZ PENSAR EM...
Nas várias referências a Tchekhov nos livros da trilogia 1Q84, do Haruki Murakami.


Título: O Monge Negro
Título original: Tchiornii monarkh
Autor(a): Anton Tchekhov
Tradução: Moacir Werneck de Castro
Organização e apresentação: Fernando Sabino
Editora: Rocco - Jovens Leitores (Coleção Novelas Imortais)
Edição: 2012 (1ª edição na coleção: 1987)
Ano da obra: 1894
Páginas: 88
Onde comprar: Submarino | Fnac | Saraiva | Saraiva (eBook) | Livraria Cultura (eBook) | Amazon (edição Kindle)

22 de julho de 2014

2 minutos!!!


2 minutinhos do tempo de vocês: isso é o que eu, singelamente, peço para poder fazer um Livro Lab melhor!

Essa é a primeira vez em quatro anos e meio que lanço uma pesquisa de opinião por aqui e gostaria DEMAIS de ouvir a opinião de vocês sobre o blog. Até porque, se continuo postando firme e forte, isto se deve exclusivamente a vocês, leitores. E é para vocês que desejo sempre melhorar esse trabalho aqui.

Ah, a pesquisa é bem curtinha: são apenas 6 perguntas. E acreditem, vocês me ajudarão imensamente com suas respostas!

ACESSEM A PESQUISA DE OPINIÃO AQUI

Muito, muito, muito obrigada!