16 de abril de 2014

5 motivos para ler Haruki Murakami


Filho do pós-guerra, Haruki Murakami nasceu em 12 de janeiro de 1949, em Kyoto, Japão. Cresceu em Kobe e, mais adiante, concluiu seus estudos universitários em artes dramáticas na Universidade de Waseda. Após a faculdade, Murakami abriu um pequeno bar de jazz em Tóquio – o Peter Cat – e o manteve durante sete anos.

A inspiração para começar a escrever seu primeiro livro surgiu de repente, enquanto assistia a um jogo de baseball entre os Yakult Swallows e o Hiroshima Carp. Naquela mesma noite ele começou a escrever.

Após um tempo na Europa, Murakami morou nos EUA por alguns anos com sua esposa, e lá foi professor na Universidade de Princeton. Também ensinou na William Howard Taft University.

Já no campo da escrita, o escritor tem como influências literárias os americanos Raymond Chandler, Kurt Vonnegut e Richard Brautigan.

Cinco motivos para ler um dos autores mais importantes da literatura japonesa atual? Confere aí:

Fan art de 1Q84 (peguei daqui)
1. Popular e bastante admirado pelos jovens, Haruki Murakami também caiu no gosto da crítica. O escritor coleciona prêmios, entre os quais o Prêmio Literário Yomiuri, concedido a importantes nomes da literatura japonesa. Ganhou o Prêmio Franz Kafka e o Frank O’Connor International Short Story Award, entre outros. Murakami também já concorreu algumas vezes ao Prêmio Nobel de Literatura, porém não saiu vencedor – ainda.

2. A prosa de Murakami conquista. Impossível não se deixar envolver por suas trama e personagens. Além das referências pop e algo de filosofia, a presença do surreal é uma constante em seus livros. O autor mistura elementos fantásticos aos eventos mundanos, fazendo com que se crie mistérios e caraminholas na mente de seus protagonistas – e na do leitor também!

3. O escritor japonês é fã de jazz e é adepto da corrida como esporte – ele até corre maratonas.

4. Com fortes influências ocidentais, Haruki Murakami traduziu para o japonês diversas obras de autores americanos, como F. Scott Fitzgerald, John Irving, Raymond Carver, Raymond Chandler, e outros.

5. Suas histórias possuem alguns elementos em comum, como música clássica e gatos. A existência de mundos paralelos e até certa fixação por orelhas também são aspectos que encontramos nas tramas.

PRINCIPAIS OBRAS:
Norwegian Wood (1987)
Dance Dance Dance (1988)
Minha Querida Sputnik (1999)
Kafka à beira-mar (2002)
Após o anoitecer (2004)
Do que eu falo quando eu falo de corrida (2007)
1Q84 (2009-2011)

14 de abril de 2014

Azul é a cor mais quente [Julie Maroh]


Graphic novel que deu origem ao – lindo – filme dirigido por Abdellatif Kechiche, Azul é a cor mais quente fala sobre o relacionamento amoroso entre duas garotas, Clémentine e Emma.

Garota comum, ainda estudante do liceu, Clém se descobre atraída por garotas. Tudo passa, então, a girar em torno do encantamento provocado pelo surgimento de Emma em sua vida. O medo e a reprovação que partem de si mesma a assombram; são, claramente, reflexos da visão limitada e conservadora dos pais, dos amigos (principalmente das amigas), enfim, da própria sociedade.

Sua história com Emma se transforma em um turbilhão de amor, desejo e conflitos – um dos quais atende por Sabine, a então companheira de Emma, além da não aceitação dos pais de Clémentine.

As ilustrações, simples mas atraentes, traduzem o tom ora melancólico ora desesperado da trama. Quase tudo aparece em matizes cinzentos; o azul dos cabelos e do olhar de Emma é a única cor “verdadeira” ali. Tudo mais que é importante na trama pega emprestado a mesma coloração azul. Nenhuma outra cor, apenas o azul; e é suficiente.

Com foco no início do romance entre as duas personagens e, sobretudo, nas descobertas de Clémentine (ainda uma adolescente) pelos caminhos tortuosos do amor, a trama mostra simplicidade e uma espécie de inocência bonita e um tanto frágil. A narração acontece através do diário de Clém; as memórias revelam a confusão que se instala em sua mente juvenil ao ver-se atraída por outra menina, a intensidade do amor por Emma, a tentativa frustrada de namorar um garoto...

Delicada e juvenil, a história só peca por não aprofundar na maturidade do relacionamento das protagonistas, nos anos que seguem o caloroso início. Mas, talvez, chego a desconfiar que esse pensamento esteja condicionado ao fato de ter visto e me maravilhado com o filme muito antes da leitura. Vai saber.

Provavelmente a dúvida de muitos: livro e filme são bem diferentes. Ambos lindos à sua maneira, valem cada segundo da atenção do leitor/espectador. Trabalho admirável, com direção de Abdellatif Kechiche, a adaptação - ainda que livre - não conseguiria ser mais perfeita.

A mensagem que traz a graphic novel vale para a vida: nossa existência é curta e já é difícil o bastante. Portanto, amar verdadeiramente, sem preconceitos nem distinções, é o que realmente importa. Seguir o coração e aproveitar o tempo que nos resta.

Em poucas palavras, Azul é a cor mais quente é uma trágica história sobre a descoberta do amor. Um amor que habita os extremos e se torna inesquecível ao leitor, mesmo bem depois de virada a última página.

LI EM FRANCÊS


O reduzido volume de texto facilita a leitura. A linguagem é bastante informal; contudo, a presença de termos e expressões tipicamente adolescentes pode exigir aquela googlada básica para os nem tão familiarizados com a cultura francesa.

Edição lida: Le bleu est une couleur chaude, de Julie Maroh, Éditions Glénat, 2013.
Onde comprar em francês: Livraria Cultura | Book Depository

LEIA PORQUE...
Tudo no livro é mostrado de um jeito bonito, meigo. Mesmo nas passagens que envolvem sexo, a sensualidade divide a cena com a doçura. Leitura obrigatória para aqueles que acreditam no amor, acima de tudo.

DA EXPERIÊNCIA...
Se já tinha me apaixonado pelo filme, fiquei duplamente apaixonada depois que li a HQ. Como mencionei, as duas histórias tomam rumos bastante distintos e eu gostei disso – aliás, não acredito que algum leitor não vá curtir. Definitivamente, uma história muito bonita, tanto no livro como no filme.

FEZ PENSAR EM...
Não pude deixar de me lembrar do incrível Minha Querida Sputnik, do Haruki Murakami. Nele, uma das protagonistas, recém-saída da adolescência, se apaixona por outra mulher. Apesar de não haver qualquer outra semelhança entre os dois livros, o sentimento de amor cristalino é um ponto em comum, definitivamente.

E também me fez lembrar do filme mais perfeito: Canções de Amor (Les Chansons d'Amour), dirigido por Christophe Honoré. Musical francês que aborda o relacionamento amoroso hétero e homo, mas, sobretudo, humano.

Título: Azul é a cor mais quente
Título original: Le bleu est une couleur chaude
Autor(a): Julie Maroh
Tradução: Marcelo Mori
Editora: Martins Fontes
Edição: 2013
Ano da obra: 2010
Páginas: 160
Onde comprar: Saraiva | Livraria Cultura | Livraria da Travessa

12 de abril de 2014

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11 de abril de 2014

PROMOÇÃO: O Jantar


Essa é para os apreciadores de um bom thriller psicológico... O Jantar, do holandês Herman Koch, foi uma leitura e tanto, um livro deliciosamente perturbador – leia o review dele aqui.

Então, quem está a fim de ganhar um exemplar de O Jantar?

PARA PARTICIPAR:
Residir no Brasil.
Preencher o formulário Rafflecopter com as duas primeiras entradas (obrigatórias). As demais entradas são opcionais e oferecem chances adicionais.

FORMULÁRIO:
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IMPORTANTE:
- Para concorrer, é necessário ter um endereço no Brasil.
- Serão aceitas participações até 12/05/2014.
- O resultado será publicado neste mesmo post.
- Logo da publicação do resultado, enviarei um e-mail ao sorteado(a), que deverá ser respondido em até 3 dias. Não havendo resposta dentro do prazo, será feito um novo sorteio.
- O prêmio será enviado dentro do prazo de 30 dias, contados a partir do recebimento dos dados da pessoa sorteada.