Colin Singleton gosta de Katherines. Já teve dezenove namoradas, todas Katherines, e cada uma delas terminou com ele. Após seu décimo nono pé na bunda, Colin – ex-prodígio e viciado em anagramas – resolve cair na estrada com seu melhor amigo, Hassan, e com uma missão: desenvolver o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que o fará ocupar o posto de gênio e, claro, reconquistar sua Katherine XIX.
Em tom tragicômico, O Teorema Katherine traz uma visão diferenciada acerca dos relacionamentos amorosos, especialmente os malsucedidos.
Um gráfico que possa prever o desfecho de uma relação é, seguramente, uma daquelas “invenções” que muitos dariam tudo para ter em mãos. E é isso que Colin persegue: criar um teorema aplicável a todas as suas dezenove Katherines, portanto a todos os relacionamentos, precisando quando e quem terminaria a relação. Pensar em um teorema como este é algo bastante engraçado; no entanto, tal esforço em racionalizar os namoros revela uma personalidade insegura e com alguma dificuldade em compreender e lidar com o outro. Ao mesmo tempo em que presenciamos a prodigiosidade do protagonista, acompanhamos também suas fraquezas e o percurso bastante aventureiro que Colin empreende para superá-las.
O texto é gostoso de ler, conduz o leitor de maneira natural e “indolor”, além de ir (muito bem) acompanhado de um enredo repleto do frescor e pretensão tipicamente juvenis. E não uso aqui a palavra pretensão ligada a qualquer sentido negativo, mas aos próprios desejos e grandes ambições dos jovens, e até a certa vaidade.Em tom tragicômico, O Teorema Katherine traz uma visão diferenciada acerca dos relacionamentos amorosos, especialmente os malsucedidos.
Um gráfico que possa prever o desfecho de uma relação é, seguramente, uma daquelas “invenções” que muitos dariam tudo para ter em mãos. E é isso que Colin persegue: criar um teorema aplicável a todas as suas dezenove Katherines, portanto a todos os relacionamentos, precisando quando e quem terminaria a relação. Pensar em um teorema como este é algo bastante engraçado; no entanto, tal esforço em racionalizar os namoros revela uma personalidade insegura e com alguma dificuldade em compreender e lidar com o outro. Ao mesmo tempo em que presenciamos a prodigiosidade do protagonista, acompanhamos também suas fraquezas e o percurso bastante aventureiro que Colin empreende para superá-las.
Contudo, são os personagens a grande atração do livro! Hilários em suas tiradas e convincentes em seus dilemas, o trio Colin-Hassan-Lindsey parecem uma unidade, como que feitos uns para os outros. Já as Katherines, todas, parecem fundir-se em uma instituição; algo com tamanha dimensão na vida de Colin que parece mesmo adquirir ares beirando o místico.
O Teorema Katherine não é um livro que, necessariamente, faz refletir. Na realidade, as reflexões são desenvolvidas ao longo da trama, conduzidas pelos próprios personagens e se desenrolam perante o leitor. O livro “entrega” as respostas, em vez de fazer com que o leitor as procure – o que achei bastante válido e apropriado ao que propõe a trama.
LEIA PORQUE... A matemática que permeia a história foi realmente uma boa sacada. O apêndice, ao término da leitura, explica melhor a matemática do teorema criado por Colin – apesar de ser um “plus”, vale a pena ser lido.
DA EXPERIÊNCIA... Leitura ágil e divertida. As notas de rodapé, frequentes ao longo da narrativa, são um atrativo à parte: não são tecnicamente essenciais para a compreensão do todo, mas poxa, tais linhas diminutas fazem toda a diferença! Uma das delícias desta leitura!
FEZ PENSAR EM... Há séculos não ouvia falar de eixo x, eixo y,... E apesar de sempre ter tido um péssimo relacionamento com números e gráficos, achei bastante interessante a matemática presente no livro.
Título: O Teorema Katherine
Título original: An Abudance of Katherines
Autor(a): John Green
Editora: Intrínseca
Edição: 2013
Ano da obra: 2006
Páginas: 304












